Amanda caminhou até o vidro, seus olhos endurecidos pelos anos de guerra no morro se suavizando por um breve segundo ao ver o neto. Vitor ficou ao lado dela, a mão pesada pousada no ombro de Arthur, um gesto de apoio silencioso entre pai e filho. — Então é verdade... — Vitor murmurou, a voz grave ecoando no corredor. — É um de nós.Arthur apenas assentiu, sem desviar o olhar do pequeno guerreiro. Mas Amanda não tinha o mesmo silêncio. Ela se virou para onde Laura e Vitória estavam, saindo do quarto de Helena, e seu olhar era puro fogo.Ela caminhou a passos firmes até o quarto de Helena. Ela entrou sem bater, ignorando os protestos das enfermeiras. Helena, pálida e com o rosto ainda marcado pela violência de Rafael, tentou se sentar na cama, mas a dor a impediu. — tia Amanda... — Helena sussurrou, a voz falha.— Como você teve coragem, Helena? — Amanda parou ao pé da cama, as mãos na cintura, a voz vibrando de indignação. — Como você pôde esconder que carregava o herdeiro dessa famí
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