NARRAFORA O ar na sala de emergência ficou gélido. Helena olhou para o policial de plantão e, com um esforço sobre-humano, forçou um sorriso pálido, a máscara de futura advogada assumindo o controle mesmo com o corpo em frangalhos. — Foi um acidente, oficial — disse ela, a voz firme apesar da fragilidade. — Eu tive uma queda de pressão severa por causa do estresse do TCC e caí sobre a quina da escrivaninha. As marcas no pescoço... eu me enrosquei na alça da minha bolsa enquanto tentava me segurar. Por favor, não perca seu tempo. Eu só preciso de repouso. Vitória e Laura trocaram olhares de puro horror. Elas queriam gritar a verdade, mas o pavor de que Rafael pudesse ouvir as impediu. O policial deu de ombros, anotou algo e saiu. Mal a porta se fechou, Helena desabou contra os travesseiros. — Helena, você enlouqueceu? — Laura sussurrou, furiosa. — A gente viu os dedos dele! Antes que Helena pudesse responder, a porta bateu contra a parede com violência. Rafael entrou. Ele não est
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