Dois dias se passaram desde o hospital. Vitória praticamente não saiu do quarto da mãe. Dormia na poltrona ao lado da cama, acordava a cada movimento, insistia para que Verônica tomasse água, remédio, qualquer coisa. A marca roxa no rosto ainda estava lá, mas o que realmente doía, não estava na pele. Verônica falava pouco. Estava lúcida, mas quieta demais. Na manhã do terceiro dia, Vitória decidiu que não a deixaria voltar para aquele apartamento. — Você vai comigo — disse, firme, enquanto ajudava a mãe a vestir um casaco leve. Verônica não discutiu. Quando o carro parou diante da casa de Vitória e Rafael, tinha carros a mais na garagem. Vitória achou estranho, mas ela ajudou a mãe a descer do carro e caminhou até a porta principal. Assim que girou a maçaneta, o mundo pareceu travar por um segundo. A sala estava cheia. Os avós dela estavam ali. Os sogros também. Vitória e Verônica pararam ao mesmo tempo. O susto foi mútuo. Mas foi Vera — a avó — quem quebrou a distância p
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