No restauranteO carro mal estacionou e eu já conseguia ouvir o barulho: risadinhas, cochichos, aquela energia de formigueiro humano que só aparece quando Demir está por perto. O pavão adormecido dava uns passinhos dentro dele, eu sentia. Tipo: hoje eu vou brilhar.Pois não vai não. Não no meu turno.Entramos no restaurante, e bastou pisar no salão para a bagunça começar:— Chef, tira uma foto comigo?— Chef, me dá um autógrafo?— Chef, você tá mais bonito pessoalmente!— Chef, você…E eu? Eu fiquei ali, meio metro atrás, tentando lembrar que agora eu era esposa de um homem famoso… e que mulheres histéricas com celulares não eram tecnicamente ameaças, e que eu como esposa turca deveria ficar quieta.Só emocionalmente.Demir soltou aquele sorriso de celebridade turca, o proibido, o que tem brilho próprio e meu sangue ferveu tão rápido que até a chaleira da cozinha deveria ter sentido.Calma, Bella… respira. Você é civilizada… mais ou menos.Eu dei um passo para o lado, me afastando par
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