Acordei com uma sensação estranha… tipo quando você desliga o despertador, mas não lembra quem é, onde está, ou por que está respirando.Aí senti um peso quente no meu quadril.Demir.O homem dormia meio jogado por cima de mim, como se fosse um cobertor turco de 90 quilos com barba e bom perfume. Ele respirava no meu pescoço, totalmente entregue, totalmente meu… e eu totalmente dolorida.Soltei um “ai” baixinho.Ele despertou na hora, como um soldado treinado para acordar ao menor suspiro da esposa.— Bella? A voz grave, rouca de sono, perigosa. — Está com dor?Pensei em mentir, tipo: “imagina, suave como nuvem halal”, mas meu corpo respondeu por mim com outro “ai”.Ele se apoiou no cotovelo, preocupado, cuidadoso, me olhando como se eu fosse feita de vidro soprado.— Quer remédio? Chá? Água com mel? Carrego você até a cozinha se precisar.Eu ri, porque ele parecia um marido de novela turca tentando vencer a dor do parto.— Não precisa me carregar. Só… estou um pouco dolorida.Ele pas
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