Alguma coisa me acordou. Era uma tosse contínua, seguida por um choro fraco, quase um gemido. Abri os olhos ainda confusa tentando entender de onde vinha aquilo. Mesmo assim, ainda permaneci deitada, tentando proteger o rosto da claridade. De repente me lembrei de Cecília.Só pude ouvir seu choro de dor porque nunca fecho a porta do meu quarto, que fica na frente do quarto dela.Saltei da cama e atravessei o corredor em passos largos, quase correndo. Ela estava sentada, o pijama sujo de vômito, o rostinho vermelho e molhado de suor. Quando toquei sua testa, senti o calor me queimar a palma da mão. Não era febre comum. Era febre alta e perigosa.— Está tudo bem, meu amor. Eu estou aqui — falei próximo ao seu ouvido, tentando acalmá-la.Ela vomitou de novo, o corpo pequeno tremendo, os olhos vidrados. Peguei a toalha, limpei seu rosto, suas mãos, troquei o pijama com movimentos apressados e desajeitados. Minha cabeça funcionava em fragmentos: termômetro, remédio, água.A temperatura su
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