Aguardar. Uma palavra que Hunter não conhecia. Ele era um homem de ação, de resultados. Pela primeira vez na vida, ele sentiu o que era o verdadeiro medo. Sem rumo, ele começou a caminhar pelos corredores estéreis e frios do hospital. O cheiro de antisséptico o sufocava. Ele, que sempre tivera o controle de cada jogada, de cada negócio em sua rede de academias, estava agora encurralado pela impotência. Ele parou no meio de um corredor vazio, sentindo que o ar não chegava mais aos seus pulmões. Suas pernas fraquejaram e ele foi descendo pela parede até chegar ao chão. Ali, o grande Hunter Blackwood, o quarterback indestrutível, quebrou. Ele escondeu o rosto nas mãos e chorou. Era uma dor profunda, um rasgar no peito que parecia físico. Ele fechou os olhos e começou a repetir, em um sussurro desesperado, uma prece que não fazia há anos: — Por favor, Deus... por favor, Deus... salva minhas meninas. Eu dou qualquer coisa. Só salva elas. Quase uma hora se passou. O tempo no hospital pa
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