O som insistente da campainha cortou o silêncio da manhã na mansão Blackwood. Hunter acordou sobressaltado. Ele mal havia dormido, mas quando o fez, foi o sono pesado de quem decidiu fechar as portas para o mundo. Ele se levantou, vestiu uma calça de moletom e uma camiseta preta qualquer, ignorando a pontada de dor no pulso imobilizado. Ao abrir a porta, deu de cara com uma mulher de meia-idade, segurando uma maleta de produtos de limpeza e usando um uniforme discreto da agência. Ela olhou para Hunter e, por um segundo, seus olhos se arregalaram. Não por reconhecer o astro do futebol americano, mas pelo estado deplorável do homem à sua frente. — Bom dia. Sou a Sônia, da agência de limpeza — disse ela, com uma voz profissional, mas contida. Hunter apenas deu um passo para o lado, abrindo espaço para ela entrar. — Pode começar pela sala e pelo escritório. Tem muito vidro quebrado e... bem, você vai ver — Hunter respondeu, a voz seca, sem qualquer traço de cordialidade. Sônia entrou
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