Eu estava oficialmente fora de mim. Se alguém me dissesse isso semanas atrás, eu teria rido com desdém. Eu sempre fui o homem do controle, das decisões calculadas, do autocontrole absoluto. Mas ali estava eu, desejando a babá da minha filha, com pensamentos que não me davam trégua e um peso no peito que misturava culpa, desejo e medo. Era insano. Eu não podia me permitir isso. Não podia arriscar perder Ema. Olivia não falava ainda, mas sua reação à presença dela era clara demais para ser ignorada. Minha filha se acalmava nos braços de Ema, sorria com facilidade, buscava seu colo com uma confiança que não se aprende. Olivia precisava dela. E eu também, ainda que me recusasse a admitir. Mesmo assim, cada vez que fechava os olhos, sentia o gosto daquele beijo. O toque suave dos lábios de Ema, a forma como seu corpo reagira ao meu, a entrega contida, o conflito silencioso entre querer e resistir. Minhas mãos lembravam da textura da sua pele, quente, macia, real demais para ser apenas u
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