AlexanderO ar dentro da casa da piscina estava saturado de eletricidade e do cheiro da tempestade de hormônios que rugia entre nós. O choro silencioso de Clara era uma adaga que cortava minha armadura de gelo, mas o que realmente me desarmava era o modo como ela me olhava: uma mistura de medo, desafio e uma entrega que eu ainda não tinha o direito de reivindicar. Eu a queria. Não como um patrão quer uma babá, nem como um bilionário quer um troféu. Queria como um homem que estava morrendo de sede e encontrava, finalmente, a fonte do seu vício.Avancei sobre o espaço dela, ignorando qualquer protocolo. Minhas mãos, grandes e marcadas pela precisão cirúrgica, envolveram o pescoço dela com uma delicadeza possessiva. Senti o pulso dela martelar contra os meus polegares — um ritmo frenético, assustado, excitado.— Qual é a sua verdade, Clara? — sussurrei contra os seus lábios, sentindo o calor da sua respiração misturar-se à minha. — Por que você me olha assim e depois desaba? Por que me f
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