AlexanderFios invisíveisAquela primeira noite no hotel foi inquieta.Deitei exausto, o corpo pesado pelo fuso e pela viagem, mas a mente se recusava a descansar. Era como se algo estivesse fora do lugar. Um desconforto silencioso, insistente, que não vinha de lembranças claras, mas de uma sensação difusa, como quando sabemos que algo está para acontecer, mesmo sem saber o quê.Virei de um lado para o outro.Fechei os olhos.Abri de novo.— Que droga… — murmurei no escuro.Por um instante, quase senti um cheiro familiar. Algo entre sabonete neutro e café recém-passado. Absurdo. Ri de mim mesmo, cansado demais para racionalizar aquilo. Forcei o corpo a relaxar e, em algum momento da madrugada, finalmente adormeci.Acordei cedo, antes mesmo do despertador.O quarto ainda estava meio escuro, a luz da manhã entrando tímida pela cortina. Levantei, fui direto para o banho. A água fria no início, depois morna, escorrendo pelo rosto, pelos ombros, tentando ancorar-me no presente.Você está a
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