Carlos estava inclinado sobre a própria mesa, revisando relatórios, quando percebeu Amanda passar pelo corredor. O passo era firme, mas o semblante denunciava cansaço — os olhos um pouco inchados, o rosto sério demais para aquela hora da manhã.
— Bom dia, flor. — chamou, com um sorriso discreto. — Aconteceu alguma coisa?
Amanda parou por um instante. Ao encará-lo, reconheceu ali uma preocupação genuína, sem segundas intenções.
— Bom dia. Obrigada por perguntar… — respondeu, ajustando a pasta