Otávio e Rubens conversavam na cabine do navio naquela noite. O balanço suave das ondas fazia o lustre tremer quase imperceptivelmente, e o som distante do mar batendo contra o casco criava um fundo constante, quase hipnótico. A luz amarelada deixava o ambiente mais íntimo, revelando o cansaço estampado no rosto dos dois.
Otávio estava em pé, apoiado na pequena mesa, os braços cruzados, o olhar firme. Rubens sentara-se na cama estreita, passando a mão pelos cabelos em um gesto nervoso.
— Nã