O dia ainda mal havia clareado quando Marina terminou de coar o café. O aroma quente se espalhou pela cozinha simples, misturando-se ao cheiro doce do pão recém-colocado sobre a mesa, ainda envolto em papel.
Na sala, perto do sofá, Ana Bela estava sentada com o celular nas mãos, o olhar fixo na tela apagada, como se esperasse coragem para tocá-la. Vestia um pijama de algodão com pequenas estampas de coração, o cabelo preso de qualquer jeito. Tinha levantado antes do despertador tocar — às seis