O sol da manhã entra pelas janelas do hospital, assim que entramos.Estou na recepção, ao lado de Dante, esperando o médico. Minhas mãos estão frias, meu coração acelerado. A noite no hotel foi um sonho — o pedido, o anel de garfo, o amor — mas agora a realidade me aguarda.— Família de Inês Moraes?O médico surge na porta. É o mesmo homem de meia-idade, olhos cansados, mas gentis.— Aqui, doutor. — Levanto-me tão rápido que a cadeira range. — Como ela está?— Surpreendentemente bem. — Ele sorri. — A noite foi tranquila. Ela respondeu bem à medicação, à hidratação. Os sinais vitais estão estáveis.— Ela vai ficar bem?— Vai. Precisa de alguns dias de internação, mas o quadro é positivo. — Ele consulta a prancheta. — Já pode receber visitas. Fica à vontade para entrar.— Obrigada, doutor.Ele sai. Viro-me para Dante.Ele está com o celular na mão, a testa franzida, os dedos digitando freneticamente.— Dante? Tudo bem?— É a Marcu. — Ele não tira os olhos da tela. — Estou tentando falar
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