O som do disparo ecoou pelo porto, rasgando o ar como um trovão.Por um instante, tudo pareceu imóvel — o vento, o mar, até o tempo.Larissa abriu os olhos devagar, sem saber se ainda respirava.Sentiu o calor do sangue escorrer em sua mão.Mas não era o dela.Niko estava ajoelhado à frente dela, o corpo arqueado, o rosto tenso.O tiro o atingira no ombro esquerdo, perto do coração.— Niko! — gritou ela, desesperada, segurando-o antes que ele caísse.— Shh… — murmurou ele, com a voz rouca. — Não é nada… apenas… um arranhão…O sangue escorria, vermelho vivo, manchando a camisa branca.Andreas Andreadis observava de longe, o revólver ainda na mão, sem um traço de remorso.— Sempre o mesmo, meu filho — disse ele, calmo, como quem comenta o tempo. — Sacrificando-se pelos outros. Foi assim com sua mãe. Agora com ela.Ele apontou a arma novamente para Larissa.— A história se repete.Mas antes que atirasse, uma segunda bala cortou o ar.O impacto o fez cambalear para trás.Alexis, ferido e
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