A primeira pergunta não veio em forma de ataque.Veio disfarçada de curiosidade, o que a tornava muito mais perigosa.Era uma mensagem curta, enviada para um número que eu nunca tinha divulgado, nem usado fora daquele círculo restrito que supostamente ainda me protegia.Você pretende acompanhar o senhor Vellardi em outros eventos?Não havia assinatura, não havia tom agressivo, não havia sequer urgência. Mas havia intenção.Apaguei a mensagem sem responder, com a sensação incômoda de que aquilo era apenas um teste. Um primeiro toque, leve demais para ser negado depois, mas direto o suficiente para medir até onde eu estava disposta a ir.Durante o café da manhã, Lorenzo já estava sentado à mesa quando me aproximei. Tinha relatórios abertos à sua frente, o tablet apoiado ao lado da xícara de café intacta. Ele não parecia apressado, mas também não parecia exatamente ali.Aurora desenhava no chão, concentrada, cercada de lápis espalhados. Produzia sons baixos, ritmados, que não formavam pa
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