SUBCONSCIENTE DE ARTHUR.Escuridão, não era uma escuridão comum, não era apenas ausência de luz, era um vazio denso, silencioso. Profundo demais para ser explicado.Arthur não sentia o corpo, não havia dor, peso, tampouco tempo. Estava apenas flutuando em algum lugar entre o que era real e o que talvez nunca mais fosse mas, aos poucos, algo começou a surgir. Um som distante e abafado, como vozes atravessando água.— Pressão caindo…— Aumenta a dose…— Vamos, mantém estável…As palavras iam e vinham, sem forma, sem sentido completo e então, uma luz. Fraca no início, quase imperceptível, mas ali, Arthur tentou se mover. Não havia corpo, tentou falar, mas não havia voz. Ainda assim, algo dentro dele reagia, como se aquela luz o chamasse e, junto com ela vieram imagens.Fragmentos de memórias: Sofia correndo pelo jardim, o riso leve, os cabelos ao vento.— Papai, olha!A cena mudou, dessa vez, Helena estava na varanda. O olhar doce, mas firme.— Você não precisa carregar tudo sozinho.A v
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