HELOÍSASe alguém me dissesse, alguns meses atrás, que um simples sábado na praia ia parecer terapia intensiva para a minha sanidade mental, eu teria rido. Provavelmente com olheiras, café na mão e um leve surto emocional em andamento — mas teria rido.O final de semana finalmente tinha chegado, e pela primeira vez em dias eu não acordei com o despertador, nem com a vozinha da Kitana chamando “Helôoo” do corredor. Acordei com o barulho do ventilador velho do meu quarto porque o calor estava insano para suportar e o cheiro de café que Débora sempre fazia forte demais.E, incrivelmente… eu me sentia leve.Talvez porque, pela primeira vez em semanas, eu não estava na mansão dos Bragança. Não estava cruzando corredores enormes , nem desviando do olhar avaliador de Sabrina versão “fiscal da vida alheia”.Eu estava em casa. De shorts velho, cabelo preso de qualquer jeito, e com a promessa de um dia inteiro na Praia do Futuro.— Se você desistir, eu juro que te arrasto pelos cabelos — Débora
Ler mais