HELOÍSAA porta mal tinha fechado atrás de Luiz Fernando e eu já estava largada no sofá como se tivesse corrido uma maratona — o que, tecnicamente, eu quase fiz… de salto alto.Débora continuava parada no meio da sala, com o dinheiro na mão e a boca aberta.— Heloísa do céu… — ela piscou várias vezes, como se estivesse tentando reiniciar o próprio cérebro. — O que FOI isso que acabou de acontecer, pelo amor de Deus?!Fiz uma careta, levando a mão direto para o pé e começando a soltar as tiras do salto.— Nem me fala… — resmunguei.Arranquei o primeiro sapato e depois o outro, jogando os dois longe, sem a menor cerimônia. A liberdade que meus dedos sentiram foi quase espiritual.— Ai… ai, ai, ai… — puxei o ar entre os dentes, esticando a perna para ver o estrago.Eu jurava que o problema maior era no calcanhar, porque a dor estava irradiando para lá, pulsando como se alguém tivesse enfiado um prego no osso. Mas quando levantei a barra do vestido, vi o ralado feio na lateral da perna, l
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