LUIZ FERNANDO
O jardim estava silencioso demais.
Eu nunca tinha reparado no quanto aquela casa podia ser… vazia. O canto dos pássaros continuava ali, o barulho distante da fonte, o vento mexendo nas folhas das palmeiras — tudo exatamente como sempre. Mas faltava alguma coisa.
Ou melhor… alguém.
Levei a xícara de café à boca, ainda quente, enquanto deslizava o dedo pela tela do tablet, passando os olhos pelas manchetes do dia. Economia. Tecnologia. Política. Nada realmente interessante. Ou talv