O trajeto até em casa foi silencioso de um jeito confortável demais para algo que não deveria ser.Lilly dirigia com atenção, as mãos firmes no volante, enquanto a cidade de Los Angeles passava borrada pelas janelas. Otávio estava ao lado, recostado no banco, o paletó jogado sobre os ombros dela. Ele sorria com facilidade, ria de coisas pequenas, comentava sobre detalhes irrelevantes do restaurante, da música ambiente, do vinho.Ela não sabia dizer se aquele humor vinha do álcool ou da noite em si.Talvez dos dois.Talvez de algo que nenhum dos dois queria nomear.Sem aviso, a mão dele deslizou até a coxa dela. Por cima da calça preta justa, os dedos longos se abriram devagar, ocupando o espaço inteiro da carne macia. Ele não apertou de imediato. Primeiro foi só a palma quente pousando ali, pesada, como se quisesse marcar território. Depois veio a pressão lenta, os dedos se fechando levemente, alisando o tecido em movimentos circulares preguiçosos, subindo um pouco mais a cada passad
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