Otávio acordou com o corpo ainda pesado. Por um segundo, ele ficou parado, encarando o teto, a mente vagando no sofá, no gosto dela, no jeito como Lilly tinha gemido o nome dele com raiva e entrega ao mesmo tempo. Ele virou o rosto devagar. O lado dela da cama estava vazio. Otávio franziu o cenho, piscou duas vezes, como se o cérebro estivesse tentando entender. O peito dele apertou de um jeito bobo, ridículo, que ele não queria reconhecer. Ele se sentou na cama com um suspiro irritado, passando a mão pelos cabelos pretos desgrenhados. Levantou, pegou uma cueca e vestiu. Otávio parou diante do espelho, o rosto fechado, e foi só quando virou de lado que percebeu um detalhe: marcas leves na pele do ombro e mordidas no pescoço. Ele respirou fundo, pegou um hobby no armário e desceu as escadas. Foi no último degrau que ele ouviu um barulho leve na cozinha. Talheres. Pratos. Uma movimentação ágil. Otávio atravessou a sala e entrou. Lilly estava lá. Sentada à mesa, comendo co
Ler mais