O apartamento estava silencioso, mas a tensão podia ser sentida em cada canto. Diogo estava de pé, olhando pela janela, braços cruzados, expressão fechada. Melina entrou, segurando o casaco, a respiração curta, os olhos brilhando de frustração.— Precisamos conversar — disse ela, tentando manter a voz firme.— Sobre o quê? — respondeu ele, sem se virar. A tensão na voz denunciava que ele já sabia.— Sobre tudo — respondeu ela, aproximando-se devagar, mas sem recuar. — Sobre o conselho, a mídia, os rumores e… você.Ele finalmente se virou, encarando-a com intensidade. O olhar dele estava carregado de ciúmes contido, frustração e desejo, tudo misturado em um só facho de emoção.— Eu não sei como podemos lidar com tudo isso — disse ela, quase sussurrando. — Parece que cada passo nosso é julgado, criticado, interpretado… E eu sinto que você… você quer controlar cada detalhe.Diogo respirou fundo, aproximando-se dela, mãos nos quadris, sem tocar agressivamente, mas impondo presença.— Eu n
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