O ranger da porta da cela foi diferente desta vez; não houve o escárnio dos guardas nem a batida seca da tigela de estanho contra a pedra. Cedrik entrou sozinho, a luz de uma única lanterna projetando sua sombra imensa sobre Freya, que permanecia encolhida no canto, uma mancha de resistência em meio ao mofo. Sem dizer uma palavra, ele cortou as cordas de seus pulsos com um movimento rápido de uma adaga de prata e a puxou pelo braço, obrigando-a a se levantar. O toque dele, embora firme, não tinha a brutalidade das horas anteriores, mas carregava uma urgência silenciosa que a deixou em alerta.— Para onde está me levando? — perguntou Freya, a voz falhando enquanto era conduzida por corredores que ela não reconhecia, passagens estreitas e úmidas que subiam em espiral, longe das masmorras principais. — O carrasco finalmente ficou impaciente?— Se eu quisesse você morta, Freya, não estaria perdendo meu fôlego nestas escadas — respondeu Cedrik, sua voz um murmúrio áspero que parecia vibrar
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