As portas duplas do Salão de Prata abriram-se com um estrondo que silenciou instantaneamente o murmúrio gutural da nobreza lupina. O ar no recinto era pesado, saturado com o cheiro de carne assada, vinho forte e a agressividade latente de dezenas de Alfas e suas linhagens, todos reunidos sob o olhar gélido da Rainha Isolde. No topo da escadaria, Cedrik permanecia imóvel, sua armadura de gala negra refletindo a luz de mil velas, mas era a figura ao seu lado que prendia todas as respirações no recinto. Freya sentia-se exposta de uma maneira que nenhuma nudez física fora capaz de igualar. Por ordem de Cedrik — ou melhor, por imposição do jogo de Isolde —, ela fora vestida em seda líquida de um tom carmesim profundo, a cor do sangue real. O vestido, embora luxuoso, fora desenhado para ser uma provocação: o decote era baixo, expondo as marcas que a noite de lua cheia deixara em sua clavícula, e as fendas laterais revelavam suas pernas a cada passo, como se ela fosse nada mais d
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