O sol de domingo entrava tímido pelas persianas do quarto de Gael, desenhando listras douradas sobre os lençóis. Elisa acordou primeiro, com uma dor de cabeça latejante e a boca seca como algodão. Por um segundo, desorientada, não reconheceu o teto alto nem o cheiro familiar do perfume dele no travesseiro. Então tudo voltou: o bar, Rafael, o carro, a porta batida, o vômito, as declarações.— Meu Deus — murmurou ela, virando-se devagar e encontrando Gael acordado, deitado de lado, observando-a com um meio sorriso preocupado.— Bom dia, rainha da caipirinha — disse ele, voz baixa e rouca de sono. — Como está a cabeça?Elisa cobriu o rosto com as mãos, gemendo.— Explodindo. E eu... eu me lembro de tudo. De vomitar no seu banheiro. De te agarrar. De falar demais.Gael riu baixinho, afastando as mãos dela do rosto com delicadeza.— Você lembra do principal? De dizer que me ama? De mostrar o anel?Ela olhou para a mão direita — o anel de topázio ainda lá, brilhando como uma promessa intact
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