No galpão úmido e escuro, Elisa lutava contra a exaustão. Horas se passavam desde a última "visita" de Louis, com a pasta de documentos espalhada no chão como uma acusação silenciosa. A fome roía seu estômago, os pulsos sangravam levemente das cordas apertadas, e o ar frio a fazia tremer. Ela tentava se soltar, roçando as amarras contra a cadeira, mas o esforço a deixava ainda mais fraca.De repente, a porta rangeu aberta. Louis entrou, carregando uma garrafa de água e um sanduíche mofado. Seu rosto estava mais sombrio que o habitual, olhos injetados como se não dormisse.— Hora de comer, prima — disse ele, aproximando-se. — Não quero você morta. Ainda.Elisa ergueu o olhar, voz rouca.— Me solta as mãos. Como eu como assim?Louis hesitou, mas desamarrou os pulsos dela com uma faca, mantendo as pernas presas à cadeira. Entregou a garrafa.— Beba. Devagar.Elisa bebeu, a água gelada descendo como alívio momentâneo. Mas no terceiro gole, sentiu um gosto estranho — amargo, químico. Olhou
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