O sol de domingo entrava tímido pelas persianas do quarto de Gael, desenhando listras douradas sobre os lençóis. Elisa acordou primeiro, com uma dor de cabeça latejante e a boca seca como algodão. Por um segundo, desorientada, não reconheceu o teto alto nem o cheiro familiar do perfume dele no travesseiro. Então tudo voltou: o bar, Rafael, o carro, a porta batida, o vômito, as declarações.
— Meu Deus — murmurou ela, virando-se devagar e encontrando Gael acordado, deitado de lado, observando-a c