Continuação: E eu só conseguia pensar que, mesmo cercada de dor, não estava mais sozinha. Diego estacionou em frente à minha casa, o motor do carro ainda quente, enquanto Maria checava pelo retrovisor. Eu estava sentada na sala, tentando controlar a ansiedade, quando ele entrou. — Pronta? — ele perguntou, sério, mas com aquela calma que só ele tinha. — Pronta… ou tentando — eu murmurei, sentindo a barriga pesada e o coração disparado. — Dona Luiza já foi para o hospital, para deixar tudo pronto, Paulo também está indo para lá. Subi no carro, e logo estávamos em movimento. As ruas familiares pareciam mais apertadas, cada curva fazendo meu corpo se contrair involuntariamente. — Lis, respira — Maria disse, olhando pelo retrovisor. — A cada curva, cada impacto, concentra na respiração. Por um tempo, o caminho seguiu tranquilo. Mas então Diego franziu a testa, percebendo algo. — Estamos sendo seguidos — murmurou, a voz baixa mas firme. Maria olhou pela janela. E confi
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