No escuro, a respiração do homem estava pesada e descompassada, carregada de uma insatisfação reprimida.Os dedos de Kayra deslizaram pelo metal frio das algemas presas aos pulsos dele e, em seguida, cobriram o dorso de sua mão, onde veias saltadas denunciavam a tensão.— Relaxe. — A voz de Kayra era suave, como uma pluma quente deslizando ao redor do ouvido.O pomo de adão dele subiu e desceu com dificuldade, mas ele permaneceu em silêncio.Observando a venda de seda preta que cobria os olhos dele, Kayra imaginou que os olhos escondidos por trás daquele tecido deviam ser muito bonitos.Com esse pensamento, os dedos de Kayra seguiram pela linha da mandíbula dele, subindo devagar. A textura firme da pele, úmida com um leve suor, era quente e escorregadia sob o toque dela.Kayra se inclinou lentamente, deixando seu hálito quente roçar o lóbulo da orelha dele. Seus lábios vermelhos como pétalas de rosa se aproximaram e, com um leve toque, morderam sua orelha.— Me ajude, por favor? — Suss
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