A porta se abriu em um rompante e Ayla paralisou de pavor. O globo caiu pesado de sua mão.— Caio, feche os olhos, não olhe, não olhe! — gritou desesperada.— Ayla... — A voz do Felipe estava baixa. Ele caiu de joelhos e depois seu corpo tombou para frente.— Papai! — Caio gritou em desespero.— Calma, eu sou paramédica lembra? Vou cuidar do seu pai. — Ela tentou sorrir, mas era difícil em uma situação como essa.Ayla correu até Felipe. Ele estava de bruços, o rosto contra o tapete, o sangue escorrendo rápido pela lateral do corpo. Um buraco vermelho no abdômen, logo abaixo das costelas. A bala atravessara a camisa branca, manchando tudo.— Omar! — gritou ela. O irmão de Felipe apareceu na porta, arma ainda fumegante na mão. Ele havia abatido o último invasor no corredor. — Ajude-o! — ordenou Ayla.Omar largou a arma e ajudou a virar Felipe. O homem estava pálido, respirando fraco. Ayla rasgou a camisa dele com as mãos, expondo a ferida. Sangue jorrara mais forte.— O médico, precisam
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