Ayla ajustou a bolsa no ombro, enquanto esperava na porta da escolinha de Caio. Pensara que podia se acostumar com essa rorina. Com a vida ao lado de Felipe.Ela sentia falta de salvar vidas, dos atendimentos no hospital, mas pensou que recebeu muito mais, recebeu Caio e Felipe.Podia-se dizer que era uma mulher livre, ou enganava muito bem, saindo e a sós com o pequeno Demirkan. O sol de Istambul batia forte no pátio, e as crianças corriam rindo, livres do horário de aula. Caio saiu correndo para os braços dela, o rosto sujo de giz de cera, um desenho amassado na mão.— Tia Ayla! Olha o que eu fiz pra você! — gritou ele, exibindo um rabisco colorido que parecia uma família: pai, mãe e filho.Ela sorriu, ajoelhando-se para abraçá-lo. Quantas vezes não pensou nisso, pensou que seria essa a vida se Caio fosse realmente seu.— Que lindo, meu amor. Vamos guardar no quarto, tá?Antes que se levantasse, um homem se aproximou. Alto, terno caro, barba bem feita, o pai do mesmo menino que ela
Ler mais