ARIEL MACEY CAPRI, ITÁLIA Se o paraíso tivesse um endereço físico, seria a Via Tragara, em Capri, debruçada sobre o mar Tirreno. O hotel boutique onde Henrico nos hospedou tinha uma suíte principal, com pisos de cerâmica pintada à mão e paredes brancas caiadas, abria-se para um terraço gigantesco que parecia flutuar entre o céu azul e o mar turquesa. E, no centro dessa pintura viva, estava a minha maior obra de arte: Vittoria. — MAMÃE! PAPAI! OLHA! É AZUL! TUDO AZUL! Vittoria, com seus três anos de pura energia, pulava na cama como se fosse um trampolim olímpico. O cabelo escuro voava ao redor do rosto enquanto ela apontava freneticamente para as portas da varanda escancaradas.— Cuidado com a cabeça no lustre, macaquinha! — avisei, rindo, enquanto deixava minha bolsa sobre a poltrona. — Deixa ela, Ariel. — Henrico entrou no quarto logo atrás de mim, carregando ele mesmo as malas de mão, dispensando o carregador com uma gorjeta generosa. — Eu quero ver o mar! — Vittoria gritou
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