Lina Aris As paredes do meu quarto pareciam estar se fechando. Eu não conseguia dormir; rolava na cama de um lado para o outro, sentindo o lençol queimar contra a minha pele, até o meu estresse atingir o ponto de ruptura. Em um acesso de fúria, chutei o edredom para longe, desejando que aquele gesto pudesse expulsar a sensação de invasão que Simon tinha deixado em mim.— Com tanto homem no mundo, sua idiota! — Reclamei para as sombras, a voz trêmula de ódio. — Você teve tantas oportunidades!Eu queria me bater, me rasgar ao meio por ter permitido que fosse justo ele. Por ter sentido o peso do corpo dele sobre o meu, por ter reconhecido o encaixe das nossas mãos, por ter me entregue com uma sede que agora me enojava.— Que ódio! — gritei por fim, abafando o som contra o travesseiro, sentindo a raiva extrapolar todos os limites lógicos.A noite avançava, densa e silenciosa, quando ouvi o rangido da porta. Eu estava de pé junto à janela, encarando a escuridão do jardim onde tudo acontec
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