Ponto de vista do narrador O Natal chegou sem pedir licença.As últimas provas foram entregues, os corredores da faculdade esvaziaram, e o semestre finalmente chegou ao fim com aquele misto de alívio e cansaço bom. Natália saiu do campus com a mochila leve, o coração ainda mais — férias. Pela primeira vez em muito tempo, sentia que tinha onde pousar sem pressa.Na mansão, o Natal já se anunciava: a árvore gigante na sala principal, decorada com bolas douradas, prateadas e flocos de neve feitos de cristal, presentes embrulhados embaixo, o cheiro de pinheiro misturado ao de biscoitos assando na cozinha. Rebeca, corria de um lado para o outro, apontando as luzinhas e gritando "Papai Noé!" com empolgação.Natália, sentada no sofá da sala, o celular na mão, respirou fundo antes de discar o número da mãe. Queria convidá-los para a ceia na mansão — a família toda: pais, trigêmeos, todos. Seria o primeiro Natal "oficial" com Cadu, e ela sonhava com algo perfeito, apesar das sombras que ainda
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