Rafael não dormiu. Nem tentou.Assim que Camila se acomodou no quarto dele, exausta demais para discutir e abalada demais para insistir em voltar ao próprio espaço, ele cobriu-a com o edredom pesado, apagou apenas metade das luzes e saiu do quarto como um homem que carregava fogo dentro do peito.A porta se fechou atrás dele com a mesma suavidade calculada da noite anterior, e, no instante em que o corredor ficou vazio, Rafael mudou de expressão. O rosto dele, antes carregado de contenção para não assustar Camila, tornou-se frio, afiado, concentrado em um único propósito: descobrir quem havia entrado no quarto dela.Ele caminhou pela Hacienda com passos longos e silenciosos, ignorando olhares, ignorando cumprimentos, ignorando qualquer obstáculo. Quando chegou à sala de monitoramento, abriu a porta sem bater. Os dois funcionários responsáveis levantaram-se imediatamente, tensos no mesmo instante.— Quero todas as gravações das últimas oito horas — Rafael disse, sem levantar a voz, mas
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