Camila percebeu, com uma clareza cortante, que não conseguiria ficar parada enquanto Rafael corria risco de morte. A hacienda inteira vibrava em alerta, rádios chiando, passos correndo pelo pátio, portas batendo, e nada disso acalmava o nó queimando no estômago dela. Pelo contrário. Cada segundo que passava era mais um segundo sem notícia dele, mais um segundo em que algo podia ter acontecido.Ela ficou parada no meio do corredor por meio minuto, respirando rápido, tentando se obrigar a aceitar o que Rafael tinha ordenado: ficar dentro, esperar, não se arriscar. Mas a ordem dele já não fazia sentido. Ele estava ferido, estava cansado, estava indo atrás de dois homens treinados para matar. E ela ali, com as mãos vazias, com o peito explodindo, sentindo que a cada batida de coração se afastava mais dele.O som distante de motor ecoou lá fora — um dos carros de segurança voltando. Ou saindo. Camila não soube distinguir, só sentiu o impulso tomar o corpo inteiro. As pernas começaram a se
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