James A cada minuto ao lado dela, parece que alguma coisa dentro de mim vai afinando até virar um fio prestes a arrebentar. Estou na sala, andando de um lado para o outro, tentando puxar de volta o autocontrole que me abandonou no momento em que aquele amigo dela apareceu no celular. Não sei explicar o incômodo — talvez seja ciúme, talvez seja outra coisa que não quero dar nomes, porque isso deixa tudo real demais. Respiro fundo, alongo o pescoço, esfrego o rosto com as mãos, mas nada funciona. Minha mente continua presa nela, na voz dela, naquele sorriso distraído que não tem ideia do efeito que tem em mim. Quando finalmente volto para o quarto, torcendo para encontrá-la dormindo como na noite anterior, a primeira coisa que vejo é o brilho suave da luminária. Lilly está acordada, encostada nos travesseiros, lendo um livro com as pernas esticadas sob a manta. O cabelo cai de um lado, solto, meio rebelde. Está linda sem esforço, sem nenhuma intenção, e isso é justamente o prob
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