Lilly
Deitei ao lado do James com o corpo ainda quente, os músculos frouxos, mas a cabeça inquieta. Ele estava completamente quieto desde que… enfim, desde que a gente transbordou. O silêncio não era exatamente confortável, mas também não era hostil. Era mais como ficar equilibrada numa corda que pode arrebentar a qualquer segundo. Eu tinha medo de dizer qualquer coisa e destruir a magia que, por algum milagre, conseguimos construir. A magia entre eu e um homem que sempre parece um passo longe demais, perto demais, intenso demais. Um homem que me tomou nos braços. Como se estivesse lutando contra ele mesmo e decidisse perder de propósito.
Quando ele levantou e foi para o banheiro, eu fiquei ali, encarando o teto, ouvindo o som distante da água. O tempo passou mais do que deveria e começou a crescer em mim um medo idiota. Será que ele estava arrependido? Será que estava tentando decidir como me evitar no dia seguinte? Ou pior… será que tudo aquilo tinha sido só um impulso dele