CAPÍTULO 42 — O PRIMEIRO GOLPE O dia começou estranho. Helena sentia isso no ar, no modo como algumas pessoas da empresa a observavam de maneira enviesada no elevador, como se soubessem de algo que ela não sabia. Era uma sensação incômoda, como se tivesse um alvo desenhado nas costas. Mas ela respirou fundo e seguiu, porque precisava. Por Theo, por si mesma. Pelo projeto que estava perto de ganhar vida e que, independentemente de Arthur, era seu sonho se concretizando. Arthur, por outro lado, estava inquieto desde cedo. Havia algo em seu olhar — uma mistura de tensão e irritação — que Helena percebeu de longe. Ele tentava disfarçar, mas não era difícil enxergar quando se tratava dele. Não mais. Quando ela chegou à sala, ele já estava lá. — Precisamos conversar — ele anunciou, a voz grave. Helena arqueou as sobrancelhas. — O que aconteceu agora? Arthu
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