O depoimento foi numa quinta-feira de manhã num edifício do Loop a quinze minutos do escritório, numa sala com aquela qualidade específica das salas formais, cadeiras incómodas, mesa grande, ar seco, luz fluorescente que tornava toda a gente ligeiramente mais pálida do que era na vida real.Havia dois procuradores: Andrea Reiss, que tinha o ar de quem fez isto muitas vezes e não ficará impressionada por mais nada, e um homem mais novo que tomava notas com uma velocidade que sugeria que essa era a sua função principal. A minha advogada, Catherine Hollis, indicada pelo escritório, competência tranquila que me fez confiar nela desde a primeira reunião, estava ao meu lado.Começámos às nove e dez. Terminámos às doze e meia.Respondi exactamente ao que me perguntaram. A cronologia da due diligence. Os documentos a que tivera acesso. O memorando, quando o encontrei, o que fiz nas horas seguintes, a chamada a Sandra Park no domingo, a reunião de segunda-feira. Cada passo, em ordem, com a
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