Em Fevereiro aprendi coisas sobre Jace Harlow que as reuniões de negócios não revelam. Aprendi que ele acordava invariavelmente às cinco e trinta e seis, que era o momento exacto em que o seu sono transitava para superficial e que o corpo tratava sozinho, sem alarme. Que o café da manhã era sempre o mesmo, preto, sem açúcar, duas chávenas, a segunda mais lenta do que a primeira. Que havia um livro na mesa de cabeceira que estava a ler há três meses porque só lia à noite e muitas das suas noites acabavam a trabalhar em vez de a ler. Aprendi que ele tinha uma relação estranha com o silêncio: confortável nele de formas que a maioria das pessoas não é, capaz de ficar quarenta minutos num espaço sem falar sem que isso fosse ausência, era presença de outro tipo, o silêncio de alguém que está a pensar de verdade em vez de a preencher o espaço. Aprendi que quando algo o preocupava de verdade ele tamborilava uma vez com os dedos na mesa ou na coxa, uma vez, só uma, e depois parava. Era o
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