As palavras de Dante se revolviam na mente de Angeline, trazendo de volta aquela noite a angústia, o medo que sentira nas mãos de Marco. Às vezes ele ficava bravo, sim, mas nunca a forçara… ainda assim, aquela lembrança do carro, do desespero, voltava inteira. Ela lançou um olhar discreto para ele. Dante mantinha os olhos fixos na estrada, o perfil másculo, a barba desenhando sua mandíbula, o pescoço elegante, a camisa branca realçando o porte forte. Era impossível ignorá-lo.Já dentro da cidade, ele finalmente falou:— Onde você quer que eu a deixe? Foi a única coisa que disse durante todo o trajeto.— Qualquer lugar está bom… pegarei um táxi. Não vou atrapalhá-lo. Respondeu Angeline.Foi nesse momento que ela o viu virar o rosto na direção dela. A decepção em seus olhos a atingiu como um golpe. Ela conhecia muito bem aquele olhar, perdera a conta de quantas vezes sua família a fitara da mesma forma, sempre desaprovando, sempre esperando o pior dela.Dante parou o carro próximo a u
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