Marco chegou em casa exausto, o humor tão sombrio quanto o céu do início da noite. Encontrou o pai no escritório, uma xícara de café frio ao lado, documentos espalhados.
— Precisamos comprar a ação do último acionista. Marco anunciou sem rodeios. — Você devia falar com ele. Sei que você deve ter alguma coisa para pressioná-lo.
Dario ergueu os olhos, pesados de preocupação.
— Nada que dê para pressioná-lo a vender para nós. Suspirou. — Esse tal de Oton tem tanto poder assim? Perguntou se recostando na cadeira.
— Não sei se tem poder… mas ele tem dinheiro. Marco respondeu, irritado. — E um assistente impossível de derrubar. Minha equipe não conseguiu passar pela auditoria dele. Agora aquele infeliz tem a maioria das ações… e quando quiser pode reivindicar a diretoria. Cuspiu com raiva.
Dario franziu o cenho.
— Acha que ele pode saber do carregamento?
— Difícil dizer. Marco apertou o maxilar. — Não consegui nada sobre ele. Mas uma coisa é certa: ele é muito confiante. E acho que você v