Angeline olhou para Dante, encontrando seu olhar.
— Eu não sei… na verdade, não estava fugindo… apenas queria te ver. Estava preocupada.
— Preocupada comigo? Se eu estivesse em perigo, iria me resgatar?
— Claro que iria. Angeline respondeu imediatamente.
Dante voltou o olhar para a estrada. Se seguisse seu coração, entraria certamente em um caminho sem volta.
— Já tomou café? Ele perguntou.
— Eu… não tive tempo.
— Certo. Respondeu, mantendo os olhos no trânsito.
Angeline estava animada, mas, quando percebeu que Dante saía da cidade, questionou:
— Estamos indo a Milão?
— Quer voltar para lá? Dante perguntou.
— Eu… não posso.
— Vou te mostrar outro lugar. Dante disse, e havia uma pontinha de desapontamento em sua voz.
Angeline olhou pela janela. Era estranho: ela deveria ter medo de Dante, afinal, era um estranho. O que a incomodava era que, mesmo conhecendo Marco há tantos anos, sentia-se insegura ao lado dele, principalmente recentemente. Já com Dante… ela não sabia nada da vida dele,