MATTEO MANCINI — Eu sei, meu filho. Eu errei terrivelmente, eu te peço perdão por isso, do fundo do meu coração. — Ela pausou, buscando ar. — Eu comecei a trabalhar na casa da família de Robert quando eu era muito jovem, mal tinha dezoito anos. Eu tinha acabado de chegar do interior, sozinha, em busca de uma vida melhor. Eles eram muito ricos, poderosos. — Ela engoliu em seco, os olhos perdidos em alguma memória distante. — Robert não era como os pais. Ele era gentil, educado, sempre me tratava com respeito, diferente da mãe dele, que era muito fria e distante. Nós começamos a conversar. Pequenos momentos, na cozinha, no jardim. Ele era um homem bom, e eu era uma menina sozinha, ingênua, carente de afeto. Eu me apaixonei. — Minha garganta se apertou. Nunca imaginei minha mãe, tão forte e reservada, falando sobre paixão e vulnerabilidade. — Mas ele estava noivo, mãe. — Ela assentiu, as lágrimas escorrendo mais rápido. — Eu sabia que era errado, mas o coração da gente não escolhe,
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