MATTEO MANCINI Entrei no quarto com o coração na mão, preparado para qualquer cena. Alexia estava deitada na cama, o rosto ainda pálido, a cabeça enfaixada, mas seus olhos estavam abertos. Eles me procuraram assim que entrei, e um fio de um sorriso fraco curvou seus lábios. Lágrimas escorreram por suas bochechas pálidas, espelhando as minhas. Corri até ela, ajoelhando-me ao lado da cama e segurando sua mão com o máximo cuidado, como se ela fosse de porcelana. Sua pele estava fria, mas seu aperto, ainda que fraco, era real, um sinal de vida. — Alexia, meu amor — sussurrei, a voz embargada pelas lágrimas que agora também rolavam pelo meu rosto sem contenção. Ela apertou minha mão e tentou falar, mas sua voz saiu apenas como um sussurro rouco, quase inaudível. — Matteo, que bom que você está aqui. — Eu nunca te deixaria — respondi, beijando sua mão com ternura, sentindo o sal das minhas lágrimas em sua pele. Ela fez uma pausa, o olhar fixo em um ponto distante, como se es
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