Capítulo 148 Manuela Strondda — Eu não te deixei me beijar — sussurrei, sem virar o rosto. Hugo não diminuiu o passo. — Nem precisa — respondeu baixo, a voz firme demais para ser casual. — Logo vai entender que é minha. O ar travou nos meus pulmões. A raiva veio quente, imediata. Girei o corpo para retrucar, mas ele me cortou no meio do movimento, puxando minha mão com naturalidade, como se já tivesse feito aquilo mil vezes. — Vamos — disse. — Recepcionar os convidados. Não tive tempo de nada. Nem de pensar, nem de respirar direito. E, por mais que odiasse admitir, havia algo de verdade ali: agora éramos casados. Não diante de qualquer plateia — diante da Strondda, dos conselheiros, dos homens que sustentam alianças com sangue e silêncio. Engoli o que queria dizer. Faria o papel de boa noiva. Por enquanto. Os convidados começaram a se aproximar em fluxo contínuo. Apertos de mão, cumprimentos formais, olhares avaliadores. Eu sorria ao lado dele, a postura impecáve
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