MAKSIMAssim que entrei no escritório do meu pai e vi Dmitri Volkov em pé, de costas, encarando a janela como se pudesse ver dentro da minha alma, eu parei. Ficamos alguns segundos em silêncio, até que ele se virou.Os olhos dele — aqueles olhos que sempre foram meu norte — tinham um misto de preocupação, raiva e alívio.Eu não pensei duas vezes.Fui até ele e o abracei.Maksim: Eu senti falta de você, pai.Dimitri: Blin… — ele resmungou, me apertando forte. — Você quase morreu naquela prisão. E agora volta agindo como se nada tivesse acontecido.Me afastei devagar.Mikhail estava sentado perto da mesa, tomando whisky. Lev ao lado dele, braços cruzados, preocupado, como se esperasse eu explodir a qualquer segundo.Dimitri bateu na mesa.Dimitri: Maksim, chega de fuga. Senta. Vamos conversar como homens.Sentei.Lev ficou de pé atrás de mim, como sempre.Mikhail: Então, rapaz… você saiu da prisão faz uma semana e tá evitando o próprio pai, evitando reuniões, evitando o conselho… e aind
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